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Demóstenes e Cachoeira: best friends |
Nota importante da autora: Se você não faz ideia do que seja o caso Cachoeira, nem deveria estar com esse blog aberto.
Duas considerações jornalísticas sobre o caso.
1º: Jornalista ama a tal da suíte, que no jargão nosso de cada dia dentro da redação quer dizer a sequência de informações publicadas sobre um determinado assunto. Eu não sou a maior fã do esquema. Na verdade, todo assunto que começa a ficar enfadonho demais eu chamo de "a nova cadeirinha". Lembra quando a cadeirinha para crianças e bebês passou a ser obrigatória em carros? Pois é, aquilo ficou num looping eterno, fazendo com que eu tivesse de contar até 100 por alguns dias. Chaaaaato.
Pra mim, é exatamente o que está acontecendo agora com o caso Cachoeira. Looping eterno. Saí de férias, voltei e o assunto continua firmão nas pautas. Entendo que todo dia surge uma coisa nova, um diálogo novo é divulgado, etc. Mas que é chato, ô, isso é. Jornalistões vão me condenar e eu vou rir.
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Benedito, condenado por ser irmão do Demo |
Como jornalista, a primeira coisa que eu tenho é CAUTELA. Uma vez publicado, amigo, já era. Ninguém vai sair com uma borracha na mão, borrando a informação errada depois. O dano está feito. E que mal o cara fez em nascer da mesma mãe que o outro infeliz? As coisas vão surgindo naturalmente, ao longo das investigações. Não é preciso ficar "cavucando" pra achar o podre do povo. Mas o tal do povo adora ver o circo pegar fogo. E depois reclama que jornal só tem notícia ruim. Se fossem boas venderiam jornal?