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Porta da The English Studio, na Bloomsbury Square (foto do Google Street View) |
Escolher uma escola pra estudar inglês em Londres é uma incrível aventura que depende, basicamente, de dois pontos: quanto dinheiro você tem pra gastar e a reputação do lugar. Na minha primeira ida eu tinha grana e pude bancar uma escola que eu achei fantástica e super indico, a St. Giles. Inclusive, tem um post sobre ela aqui.
Dessa última vez, porém, a grana era curta, o período era longo e eu fiz o meu melhor escolhendo a The English Studio. Lembro-me de ter pesquisado muito, procurei diversas opiniões sobre a escola e confesso que não achei muita coisa que valesse. Com o budget lá embaixo e um desespero eterno por rotina, encarei mesmo assim. Mas não foi uma decisão acertada. Deixa eu te contar o porquê.
Primeiro que eu revirei o site de cabo a rabo e não tinha informações sobre que livro eles usariam para o curso preparatório pro CAE (Cambridge Advanced English Certificate). Mandei email com a pergunta e eles demoraram dias e dias pra me responder que: não tinham decidido ainda.
Quando finalmente cheguei a Londres, fui lá fazer o tal teste de nível pra saber se eu poderia fazer esse curso especificamente. Olha, meu teste de nível no St. Giles levou uma manhã inteira e teve prova escrita e oral. Tava esperando algo nesse nível, mas não. A moça me entregou uma folha, mandou eu sentar num cantinho daquela sala lá mesmo e terminar em até meia hora. "O resultado será enviado pro seu email até amanhã à tarde". E eu WHAT? Só isso?
(((Vou dizer: isso nem é teste de nível, gente. Eu sempre tive a impressão de que na minha sala tinha um monte de gente que não deveria estar ali. E quando a turma não está no mesmo nível, os retardatários atrasam o resto da galera e me irritam pra caralh*: pronto, falei.)))
Três dias depois e nada de email, fui lá outra vez. Eis que a recepcionista da vez, que varia entre espanhola, italiana e russa (não, não tem ninguém com inglês como língua materna), me informa que a pessoa que corrige os testes de nível esteve doente nos últimos dias. Aí eu perguntei se numa escola gigante de inglês só tem UMA ÚNICA PESSOA qualificada pra corrigir um teste de nível. Acho que peguei pesado, porque ela foi atrás do diretor na mesma hora e me prometeu que o resultado sairia naquela tarde ainda.
Problema 1 resolvido, passei, beleza. Fui lá, então, pra fazer minha matrícula pra um curso de 10 semanas. "Ok, cadê seu visto de estudante?" Não, eu tenho visto de turista, pra 6 meses. "Então só pode 6 semanas de curso" Are you f*cking kidding me? Não, mentira. Não falei isso, mas que eu pensei, pensei. E aí depois de pagar por 6 semanas de curso basicamente o que eu pagaria por 10 (quanto mais tempo você estuda, mais barato sai o curso), fui lá ter minha aula experimental.
Imaginei que fosse ter mais de 20 pessoas na sala, pois essa é a reclamação básica sobre a escola, mas foi tranquilo, 12 alunos em um semi-círculo. Mas daí... Surprise: a professora tem um sotaque estranho. Ela deve ser da África do Sul, imagino. Mas aí ela falou uma coisa qualquer com uma pronúncia muito, mas muito equivocada e eu só pensava "suspeitei desde o princípio". Alguém menos discreto do que eu perguntou de onde ela era, ao que respondeu "Polish". Pois é, amiguinhos, a nossa fessora era polonesa (e no fim do curso chegou uma turca. Anram. Turca). Ela arrasava na gramática e no vocabulário, mas a pronúncia deixava muito a desejar. E puxa vida, eu tinha ido pra Londres justamente pra não ter que lidar com pronúncia errada de professores que não têm inglês como língua materna. E o curso preparatório pro CAE só perde em nível pro curso preparatório pro CPE (Proficiência), ou seja, não tem desculpa pra não usar um nativo.
Daí fui lá reclamar, ou melhor, solicitar que me encaminhassem pra uma turma com um nativo e a moça faltou rir na minha cara. Anram, aquela espanhola. Vou parafrasear: "Meeeeenha feeeelha, você viu algum nativo trabalhando nessa escola? Pois é. É o que tem pra hoje". Aí olhei o extrato da minha conta bancária, suspirei, engoli a raiva e resolvi encarar a parada assim mesmo, afinal - aprendam pra vida - aprendizagem inclui 90% de esforço do aluno e 10% de competência do professor. Beijos do minuto de sabedoria.
Daí que tirando a parte de ter um espanhol muito sem noção na minha sala (nível ele merece um post só pra eu poder reclamar dele), as aulas transcorreram bem, a fessora tinha muita boa vontade em ensinar as coisas mais cabeludas da prova e tal. Depois eu vou fazer um post pra falar como é a prova do CAE, mas até lá fiquem sabendo que... fui aprovada. Então, resumindo: o curso serviu pro meu objetivo, mas eu não indicaria essa escola, não. E vocês, tem escola pra indicar (ou pra NÃO indicar)?