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19 abril 2017

Tag Wanderlust

Newquay (UK) sendo linda numa tarde de inverno

Visitando o site do Aprendiz de Viajante, me deparei com esse post da Helô sobre a tag Wanderlust. Fiquei curiosa pra saber minhas próprias respostas e daí - por que não? - já enfiei aqui no blog pra virar um post. Ficou com vontade? Faz também e cola o link aqui nos comentários :)

Quando e pra onde ia seu primeiro avião?
Putz, nasci no Rio de Janeiro, mas toda minha família sempre morou em Goiânia, então desde bebê eu fazia essa ponte aérea, não vou saber precisar quando. Pode ser o primeiro voo internacional? Obrigada. Foi em 2006, de Goiânia a Lisboa, com conexão em Madrid (Barajas). Lembro como se fosse hoje. Uma choradeira sem fim pra fazer meu intercâmbio universitário na Universidade de Coimbra. Só amores por essa experiência.

O eterno problema de tentar não voltar pra Londres em todas as férias

Pra onde já foi e gostaria de voltar?
Tá aí o principal problema das minhas férias. Sempre quero voltar a Londres. SEMPRE. Daí tenho que respirar, desapegar e tentar um destino diferente. É sempre a primeira coisa que me vem a cabeça quando penso em viajar. Mas se vou pra Europa, Londres precisa estar enfiada de alguma forma nesse calendário. É meu acordo comigo mesma.

Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema, para onde vai?
Vou fazer minha roadtrip pelos Estados Unidos. É a viagem que quero fazer há mais tempo, a que mais desejo desde sempre, mas demanda grana, tempo (e companhia) porque quero viajar de costa leste a oeste, de New York a San Francisco. O roteiro está pronto há anos. Sinto que ela está cada vez mais perto. O boy já curtiu a ideia de essa ser nossa viagem de lua de mel. Todo mundo cruza os dedinhos comigo!

Sou super adepta das roadtrips

Método preferido de viagem: avião, trem ou carro?
Estou acostumada com a estrada, adoro dirigir, amo uma roadtrip, então, né? Carro. Já fiz muitas roadtrips. A que eu fiz pra Minas Gerais, inclusive, tá aqui no blog em fotos e relatos. Fiz poucas viagens de trem (só na Europa) e eram sempre relativamente curtas, mas fico entediada e tensa, de olho nas malas e tal. Avião não é minha preferida - porque odeio voar, porque odeio a burocracia -, mas topo pra longas distâncias. Tomo um Dramin e apesar de não dormir pra valer, só desperto no destino.

Site preferido de viagens?
Hummmm... Não tenho UM preferido, tenho vários, pode ser? Gosto do Aprendiz de Viajante, do Pra ver no mundo, do London, sô!, do Catálogo de Viagens, do Pequenos Monstros (que não é só de viagens, inclusive) e de vários outros que não me ocorrem agora, cujos donos vão brigar comigo via comentários. Sorry.

Fideuá: melhor comida do universo (é tipo uma paella, só que ao invés de arroz, põe macarrão)

Pra onde você viajaria só para comer a comida local?
Voltaria à Catalunha. Melhor comida da vida toda. Sério. Fideuá. Comam. Sejam felizes. Me marquem no Instagram. Tenho pra mim que também ficarei gamada na comida grega. A ver.

Você sabe seu número do passaporte de cabeça?
Podicrê!

Você prefere assento do meio, corredor ou janela?
Janela. E perto da asa. Já comentei que tenho medo de voar, né? Então, descobri que a asa é a parte mais estável do avião, onde você sente menos os bumps da turbulência. E só levanto pra ir ao banheiro se eu estiver nas últimas. Já passei vários voos de 12h sem me levantar. Sim. Então fico na janela e é sucesso, porque não atrapalho ninguém e, teoricamente, ninguém me atrapalha.

Pra ir pra qualquer lugar da Catalunha, basta me chamar (essa é de Girona)

Como você passa o tempo quando está no avião?
Grogue. Tenho medo e tomo remédio pra tentar dormir. Não funciona, mas fico menos angustiada. Normalmente começo a assistir os filmes e pego no sono. Fico cochilando o voo todo. Só acordo pra comer e pra reclamar que tá demorando demais a chegar. Se for um voo curto, normalmente o Kindle já me é suficiente.

Existe algum lugar para onde você nunca mais voltaria?
Apesar de ser carioca, sempre prometo nunca mais voltar ao Rio. E volto. E passo perrengues. Mas vez ou outra sou feliz por lá, mesmo sem ir à praia.

27 janeiro 2017

Lyme Regis, praia queridinha de Jane Austen no Reino Unido

Bem-vindo à Lyme Regis

Estava eu toda faceira passando as férias nos arredores de Exeter (Devon-UK) quando meus sogros me convidaram pra conhecer Lyme Regis, uma região costeira de Dorset famosa pelos achados arqueológicos. Como sou da turma do "por que não?", logo me encapuzei numa incrível e ensolarada tarde de inverno e me mandei. Mal sabia eu que já conhecia o lugar.


Conheceeeeeeeer, conhecer, eu não conhecia. Mas reconheci. Rá! É que Lyme Regis faz parte da história de Persuasion, o último dos seis livros escritos pela autora. A BBC fez em 2007 uma adaptação do livro e uma parte importante se passa justamente na muralha do porto (a.k.a. The Cobb). Enquanto andava pela muralha, toda pimpona, me rolou um déjà vu

The Cobb

Como meu namorado, que Deus o perdoe, não entende nada de Jane Austen, ele não soube me dizer se eu tava surtando, se tinha razão, Persuasion who?. A pessoa morou a vida toda a 40km de Lyme Regis e não sabe da importância do lugar pros fãs de Jane Austen. Affff


Lojinha fofucha!

Enfim, bastou descer da muralha e andar pelas ruas fofinhas da cidade pra logo dar de cara com uns mimos e lembrancinhas pros fãs de Miss Austen. Juntei lé com cré, dei um google "Lyme Regis + Jane Austen" e voilà! Eis minha resposta. Além de parte do livro se passar nesse lugar, Jane Austen herself visitou a cidade pelo menos duas vezes, uma em 1803 e outra em 1804. O Google me contou também que Lyme Regis é praticamente um lugar de peregrinação, assim como Bath, que recebe o Jane Austen Festival todo ano (eu fui em 2014!). Eu já fui, inclusive, porque todo fã que se preza precisa ir a Bath pelo menos uma vez na vida. Quem não é fã também, porque Bath é maravilhosa.

Cena clássica de Persuasion foi filmada bem aí nessa muralha

Ah, os ingleses têm senso de humor!

Foi no The Cobb Arms (Marine Parade, Lyme Regis DT7 3JF) que eu comi meu primeiro fish and chips do ladinho do mar, que é o que os ingleses dizem ser o melhor, afinal, tá tudo bem fresquinho. Como entusiasta de uma boa cider, experimentei e elegi como minha bebida favorita a Old Mout Cider de kiwi e limão. Eita, que trem bão!

The Cobb Arms

Old Mout Cider: highly recommended

Se você andar pela costa, vai perceber que parte da praia é de areia e outra parte de pedrinhas (as famosas pebbles que arrebentam os pezinhos). Como fica no Canal da Mancha, não espere ondas, o mar é super calmo. Eu, toda encasacada, fiquei revoltada de ver umas criancinhas de shorts e camiseta brincando na água em pleno dezembro. A última vez que vi isso foi na praia de Holkham (uma das top 10 da Inglaterra!), mas né? Era maio, não dezembro.

Molecada se divertindo. Esse aí tava de calça, mas o resto...

De um lado areia, do outro... Pebbles!!

Bem de frente à praia tem uma parte mais alta onde fica Langmoor and Lister Gardens, um jardim que oferece uma vista incrível da costa. A gente ainda andou até uma galeria de um artista local, M. L. Gibbs, onde eu comprei um quadrinho com uma cena típica de Lyme Regis que agora enfeita a minha sala. Foram apenas 10 rainhas, então além de ser um trabalho incrível, tem um preço super acessível. Recomendo. A galeria fica em 1 Coombe Street, Lyme Regis, Dorset DT7 3PY.

vista do Langmoor and Lister Gardens: ruim não tava

Eita, que essa luz tava linda demais!

Lyme Regis fica a 250km de Londres e eu aconselho demais a visita pra quem estiver na região (Bath / Bournemouth / Exeter). Leva, em média, 3h30 pra chegar vindo de Londres, seja de carro ou transporte público (os trens saem da estação de Waterloo). Quem quiser chegar de avião (eita, precisa?!), há aeroportos em Exeter, Bournemouth e Bristol. Pra saber as linhas certinhas, é só visitar o site de turismo de Lyme Regis.

13 setembro 2016

5 passos para ser um hóspede #daora

Helô, prefeita de Londres, me pagou uma jarra de Pimm's. Aceite (em todas as concepções possíveis)

Em minha última viagem pra Londres tive a incrível honra de ficar hospedada na casa de Martin e Helô (a.k.a. Prefeita de Londres). Quando me despedia deles, um dia antes de ir embora, ela me pediu "por favor" (vulgo #plmdds) pra fazer um post sobre como ser uma hóspede #daora. Obviamente ela teve que se explicar melhor, mas bora aí fazer em tópicos pra facilitar a vida das pessoas? Bora!

1. Go with the flow. Se sua anfitriã te diz pra ficar à vontade, fique à vontade. Ela te deu liberdade pra abrir a geladeira? Pra beliscar uma parada no armário? Pra entrar e sair a hora que quiser, incluindo aí chaves da casa? Mano, use as regalias. Sinta-se em casa. Não fique esperando ela adivinhar que você tá com sede, ou que tá com fome, ou que passou frio na última noite porque o cobertor não foi suficiente. Isso vai fazer com que sua estadia seja super #daora e vai facilitar pra caramba a vida da sua anfitriã. O contrário também vale. Se ela pede pra que você chegue até um determinado horário ou coma também em horários pré-estabelecidos, cumpra ou vá pra um hotel. Resumindo: escute o seu anfitrião.

2. Não abuse. Não é porque nêga te deu as chaves de casa que você vai chegar bêbada no meio da noite fazendo barulho e acordando a casa toda. (A parte até "chegar bêbada no meio da noite" tá tranquilo - chequei antes e depois do evento rs)

Se você abusar, sua anfitriã pode fazer essa cara aí de cima

3. Dê uma mãozinha. Não precisa faxinar a casa, mas não custa nada manter tudo em ordem, não é mesmo? É só você que está usando aquele banheiro e quarto? Sorte a sua. Mantenha a coisa toda organizada mesmo assim, ou pelo menos finja que tentou, vai. Tem nada mais horrível que dar uma passadinha na porta e ver toalha em cima da cama, roupa íntima espalhada pelos cantos, cabelo entupindo a banheira da coleguinha... E a regra "sujou, limpou" vale para tudo nessa vida #ficaadica

4. Aceite. Anfitriã quer te oferecer um jantar / um passeio / um livro / uma Pimm's :D, levante as mãos para o céu, agradeça e aceite (aceite, inclusive, que Deus te curte pacas pra te mandar uma anfitriã tão foda). Não fique nessa coisa chata - não, péra, IN-SU-POR-TÁ-VEL - do "ai, não quero incomodar". Ajude o anfitrião a te ajudar. A pessoa quer te dar amor, aceite. Não tá acostumado a ter amor na vida? Escolha amigos novos.

5. Agrade. A pessoa te convidou pra ficar na casa dela. Ela te recebeu com amor e carinho (e sorvete caseiro de Salted caramel!). Custa trazer um agrado? Custa nada. Pode ser um cartão postal da sua cidade, um chaveirinho fofo, um par de Havaianas (faz um sucesso no exterior, você não faz ideia!) ou o meu favorito: combo de docinhos brasileiros. Quer fazer o coração de um expatriado bater forte? Leve sonho de valsa ou paçoquita. De nada.

*** Dica Extra *** Saiba se virar. As pessoas têm uma vida. E às vezes, elas não podem pará-la pra te levar pra turistar. Peça dicas de como andar por aí e lugares bacanas pra visitar, mas não fique em cima do seu anfitrião esperando que ele te leve pra fazer as coisas. Um cadim de independência faz de você um adulto. 

Com essas dicas, te garanto que sua estadia será de sucesso (para você AND para seu anfitrião) e você ainda corre o risco de ser chamado várias outras vezes para ser mimado enquanto viaja. Não acredita? Veja por você mesmo, tenho provas, dorme com essa etc. Inclusive, aceito ser hóspede mundo afora. Me convida?!

Ênfase no "sua casa em Londres é fixa". De quebra, indico: comprem guia de Londres da Helô

07 agosto 2016

Curtinhas da viagem UK-Bélgica 2016

Vista do pub a partir de um café fofinho de Greenwich


 - Voar para Heathrow é basicamente a coisa mais cara do universo. Sério, as taxas de embarque/desembarque são literalmente as mais caras do mundo. Então, bem, viajar pra lá nem sempre fica barato. Pra mim o que funcionou foi comprar um voo Goiânia-Bruxelas-Goiânia e daí comprar passagens avulsas Bruxelas-Londres-Bruxelas. E ainda pagar um hotel pra passar a noite em Bruxelas. Tudo isso ficou R$ 1 mil mais barato do que comprar passagens Goiânia-Londres-Goiânia. Não é exatamente reconfortante saber que vc vai levar mais de 24h pra chegar ao seu destino, mas enfim, cês sabem. Sou mão-de-vaca e R$ 1 mil dá pra comprar muita roupa nova na Primark (e train tickets pro interior da Inglaterra/Bélgica #prioridades)

- Outra parte chata é que perdi muito na franquia da bagagem. Pra voos internacionais, é possível levar 2 malas de 32kg cada. Para voos dentro da Europa, a franquia é de voo doméstico: 1 mala de 23kg. Vou te dizer: isso não dá pra nada. Só na vinda, minha mala veio com 26kg (tudo bem que tava cheio de lembrancinha pros migos, mas mesmo assim), incluindo uma mala menor dentro dela. Ou sejE: quando a franquia diminuiu, eu tirei a mala pequena de dentro da grande e voilà, ela passou a ter 18kg e tudo bem. Daí vc leva a pequena como bagagem de mão e tá tudo certo (na British Airways, particularmente, vc pode levar uma mala de mão de até 23kg!!!). 

Uma foto publicada por Marla Rodrigues (@rodriguesmarla) em

- Se vc é passageiro mão-de-vaca, sabe que não existe essa de ir pro aeroporto/hotel/casa dos migos de táxi, então ter uma mala só te ajuda a subir e descer mala de metrô. Além do quê, todo mundo ajuda quando tô em Londres (sério. Nunca subi uma mala escada acima/abaixo em Londres. Nunca), bora ver como funciona na Bélgica.

- Treta do shuttle. Pq uma viagem que não começa com perrengue, não é uma viagem que me inclua, não é mesmo? Levei dias pra decidir em que hotel dormir em Bruxelas pq queria um lugar que oferecesse shuttle do e para o aeroporto em qualquer horário (eu chegava às 21h e tinha que estar no aeroporto no dia seguinte, às 5h30). O Golden Tulip (já tinha ficado no de Salvador antes) foi o único que me garantiu que oferecia o shuttle a qualquer hora do dia ou da noite. Bastava ligar pro hotel e eles mandariam o carro me buscar. Beleza. Desde que eu tivesse um telefone no aeroporto assim que chegasse, né? ryzos ryzos. Comprei um chip numa loja de revistas e o cara me garantiu que ele funcionaria imediatamente. Obviamente isso não aconteceu.

Desbloqueei o chip, liguei pra operadora e eles disseram que levaria até 4h pra funcionar. Fofos. Catei todas as minhas moedinhas de euro e fui pro telefone público (o famoso orelhão). O número que eu discava não funcionava por nada, dava inexistente. Uó. Depois de umas 4 tentativas, peguei uma pessoa qualquer à deriva e perguntei "Fia, comé que liga pra esse número?", e daí descobri que tinha que colocar o zero na frente. Pronto. Problema resolvido, pensei. PENSEI. Quando finalmente consegui completar a ligação, o telefone atendeu automaticamente e ficou na musiquinha até todo o crédito das minhas moedinhas acabar. Fuén. De volta à estaca zero. Perto da impaciência e do desespero. Daí me deu um clique. "Vou reiniciar esse celular. Vai que". E deu. O SENHOR SEJA LOUVADO, igreja aplaude de pé etc.

Ligo pro hotel e o moço me responde: vc acabou de perder o shuttle das 21h45. O próximo é às 22h25. Ou seja, não precisava de ligar pra pedir o shuttle, eles tinham horários pré-estabelecidos. Se a mulher que respondeu meu email tivesse mencionado isso, eu não teria: 1. precisado comprar o chip right away 2. gastado todas as minhas moedinhas no telefone público 3. perdido o shuttle das 21h45 4. eliminado 40 minutos de sono merecido e desejado

Uma foto publicada por Marla Rodrigues (@rodriguesmarla) em

- Londres SEMPRE faz sol no dia em que eu chego. Não importa que estação estejamos. Ela sempre fica feliz em me ver. E eu idem. E mais apaixonada. 

- Quando fui passar pela segurança do Heathrow para a conexão pra Bruxelas, o cara que organizava a fila do Raio-X me elogiou respeitosamente. Saudades. Morando no Brasil, já nem lembrava que isso era possível. Achei fofo e fiquei me achando #soudessas

Helô Righetto, a prefeita de Londres (e minha anfitriã!)
- Voo Bruxelas-Londres: um dos comissários britânicos me cumprimentou pelo nome. Olho pra ele pra ver se não estou dando aquela velha rata do 'a gente se conhece, mas não lembro de vc, sorry'. Ele olha pra mim com uma cara de #lol e daí me toquei que tava com um copo da Starbucks na mão. Ele ri. Eu rio e vou pro meu assento. British humour. Get used to it.

Quem quiser acompanhar minha viagem #aovivo, pode me seguir no Snapchat: rodriguesmarla

11 julho 2016

Diário de Bordo Campos do Jordão - Horto Florestal

Arquitetura alemã no bairro de Capivari, em Campos do Jordão
Antes de pegar o carro pra ir embora, dei um último pulinho em Capivari pela manhã para tentar achar artesanato local e levar uns agrados pra família. Mas ó: já vou dizendo que achei super difícil encontrar alguma coisa. Achei tudo mal feito ou sem graça. Foi um parto comprar alguma coisinha. Também não vi nada de especial no chocolate que eles vendem, então não vi sentido em pagar mais de 80 reais num quilo de chocolate ao leite. Não sei se sou a pessoa mais indicada pra falar de chocolate, haja vista que não vi a menor graça nos chocolates de Gramado.

Boulevard de Capivari, um lugar bem aconchegante pra curtir o frio em Campos do Jordão
Pois bem, em posse de presentinhos, me despedi da família maravilhosa que me recebeu em Campos do Jordão e parti para o Horto Florestal. No caminho, vi uma quicheria super fofa e acabei me lembrando de ter lido algo a respeito numa das minhas pesquisas pré-Campos do Jordão. A Quicherie Bistro é um sucesso na Trip Advisor e não é à toa. O ambiente é super agradável e aconchegante, com ambiente interno e externo, ofereceu atendimento de primeira e uma comida maravilhosa.

Detalhes da Quicherie
Comi quiche de cebola caramelada, torta de maçã, suco de frutas vemelhas e um chá Earl Grey (sempre aprecio lugares que oferecem Earl Grey na caixinha de chá!). Estava tudo uma delícia! O preço está na média paulistana: a refeição toda ficou em 53 reais bem gastos por ali. Aconselho pra quem está indo ou vindo do Horto Florestal, é uma boa pedida pra descansar ou matar a fome.

Comendo como uma rainha na Quicherie
Como estava de carro, meu ingresso para o Horto ficou em R$ 13. O lugar é gigante e oferece uma série de atividades, como ciclismo, arvorismo e pesqueiro, além de lagos, bosques, viveiros de plantas, restaurantes, lojas de artesanato e várias trilhas. Eu fiz a trilha da Cachoeira da Gargalhada, que é super fácil, com apenas 4,5km de extensão. "Cachoeira" é modo de dizer, ok? É só uma queda d'água. Mas quem curte trilha não o faz pela recompensa da chegada e sim pra curtir o caminho mesmo.

Horto florestal com suas árvores outonais: como não amar?
Eu achei bacana, mas acabei não tirando muitas fotos porque estava com medo de perder tempo e acabar escurecendo. O lugar é perfeito pra fazer um churrasco ou pique-nique e levar amigos e família pra curtir um dia bem no meio do mato. Não precisa nem sonhar com sinal de celular e isso é ótimo!

De lá, peguei a estrada rumo a São Paulo, já sabendo que o congestionamento seria ridículo. E foi. Levei 5h30 pra devolver o carro em Congonhas. O engarrafamento mais tenso é na saída de Campos do Jordão, em que levei 2h30 pra fazer os primeiros 40km. Depois, até que fluiu bem.

Árvores prontinhas para o inverno paulista
Ao despachar minha mala, uma fila enorme no guichê da Gol. Assim que peguei meu canhoto, saí depressa da fila pra abrir lugar pro próximo. Já dentro do avião, o piloto avisa: "Por razões de segurança, nosso voo vai atrasar um pouco para a retirada da mala de uma pessoa que fez check-in mas não embarcou". Pensei logo: mas quem é que enfia uma mala num avião sem embarcar? Segura essa informação.

Novo aeroporto de Goiânia
Chegando em Goiânia, nada da minha mala aparecer na esteira. Frio na barriga de pensar onde estão TODAS AS MINHAS CERVEJINHASSSS??? Vou ao guichê e a moça me pede o canhoto da mala. "Pois não, senhora Bárbara, vamos ver o que aconteceu". Oi? Que Bárbara? Pois é. A pessoa que enfia uma mala, faz check-in e não embarca SOU EU. Sei lá o que rolou, mas a atendente de Congonhas trocou o nome, eu não conferi e minha mala ficou retida em SP. Mas foi tranquilo, ela veio no voo seguinte pra Goiânia e me entregaram umas horas depois no meu trabalho. Ufa. Cervejinhas da mamãe em segurança!

E Campos do Jordão definitivamente marcou meu coração. Não vejo a hora de voltar! E você? Já passeou por aquelas bandas? Tem dicas da cidade? Deixa aí nos comentários pra ajudar mais gente a se planejar!

Para ler mais sobre Campos do Jordão:
- O que não fazer em Campos do Jordão
- Diário de Bordo Campos do Jordão - Chegada a São Paulo
- Diário de Bordo Campos do Jordão -  Rumo à cidade
- Diário de Bordo Campos do Jordão - Amantikir e Museu Felícia Leirner
- Diário de Bordo Campos do Jordão -  Horto Florestal

07 julho 2016

Diário de Bordo Campos do Jordão - Amantikir e Museu Felícia Leirner

Amantikir, essa lindeza de jardim
Eu já avisei pra vocês que pra ir pra Campos do Jordão é igual ir pra Jacarepaguá, só se for de carro-ô (malz aê! haha). Mas não custa reforçar: você não vai pra canto nenhum se não tiver um carro à disposição. Pois bem, de posse do meu carro alugado, fui até o Parque Amantikir, um lugar super bem conservado e que tem como principal atração um percurso com jardins do mundo todo. É muito bonito e um passeio delicioso de se fazer. A entrada custa R$ 30 e você pode ficar o tempo que quiser por ali.

Parede de folhinhas lindas em Amantikir
Aconselho levar comida ou ir embora antes de a fome bater, porque a lanchonete deles tem um atendimento podre. Tão podre que acabei indo embora porque estava com fome demais e vontade de menos de suportar o mau humor das atendentes. Sou dessas que não incentiva o mau atendimento. Vou embora mesmo. Com fome, se preciso for.

Amantikir: Um lugar pra encher os olhos
Não foi de todo ruim. Saindo de lá, resolvi comer no Gato Seco (Rua Dr. Reid, 14 - Abernéssia, Campos do Jordão), um restaurante que a Anandha (filha da Fabíola) tinha dito que é ótimo. Só 10 anos de idade e já recomendando coisas bacanas! Vai longe essa menina! O restaurante fica no centro comercial da cidade, a.k.a. a parte que tem preços bacanas. No sábado, que foi o dia que eu apareci por lá, eles servem um buffet de feijoada por R$ 19,90. Achei o preço honestíssimo. A comida não é incrííííível, mas é gostosa e mata a fome, que é uma beleza!

Museu Felícia Leirner já bem pertinho da hora do pôr-do-sol
De lá fui ao Palácio da Boa Vista (faz jus ao nome!), embora não tenha conseguido entrar porque eles já tinham alcançado a capacidade máxima de visitação no dia. Não satisfeita, continuei no caminho até o Museu Felícia Leirner, cujas obras ficam numa área de 35 mil metros quadrados de Mata Atlântica. Sim, é um museu a céu aberto! No total são 85 esculturas da artista polonesa que escolheu o Brasil pra chamar de lar. Como apreciadora do Impressionismo, acho difícil ver graça nessas esculturas, mas não vá por mim, ela já ganhou vários prêmios e colocou o Brasil em evidência com sua obra.

Pôr-do-sol com a Pedra do Baú de fundo: melhor vista a partir do museu
Se não for pelas esculturas, vá pelo local - é magnífico! Especialmente perto do fim do dia, de onde é possível assistir a um incrível pôr-do-sol com a famosa Pedra do Baú ao fundo. É de cair o queixo de tão lindo! Mas leve um casaquinho, porque o ventinho que passa por ali, corta até a mais gélida das almas. E foi com essa vista que eu me despedi do meu último dia inteiro em Campos do Jordão.

Para ler mais sobre Campos do Jordão:
- O que não fazer em Campos do Jordão
- Diário de Bordo Campos do Jordão - Chegada a São Paulo
- Diário de Bordo Campos do Jordão -  Rumo à cidade
- Diário de Bordo Campos do Jordão - Amantikir e Museu Felícia Leirner
- Diário de Bordo Campos do Jordão -  Horto Florestal

04 julho 2016

Dica do dia: Internations - o site do expatriado

Logo do Internations

Quando voltei da primeira temporada londrina, rolou aquela depressão pós-Europa maravilhosa (#quemnunca?). E aí, um amigo do Facebook deu like numa página, achei interessante e fui checar: era o Internations, esse site lindo.

Tenho um perfil lá desde Janeiro/2014 e desde então vou a todos os eventos, participo dos grupos, do fórum, treino o inglês e conheço pessoas. Deixe-me explicar: O slogan do Internations é "Making life easier for expats" e é bem isso mesmo. Ele reúne num lugar só grupos divididos por cidades e é perfeito para quem é um expatriado mundo afora.

Foto sem-vergonha do nosso 4th of July: Igor é croata, Mari e eu, brasileiras

Suponhamos que você é um neo-zelandês se mudando para Goiânia (normalmente porque você se casou com uma brasileira, por razões óbvias). Você muda sua cidade para "Goiânia" e pode acessar o fórum da cidade, que se divide em tópicos como Town Talk, Expat Q&A, Jobs, Housing, Marketplace. Ou seja, tudo organizadinho, pra você já chegar aqui sabendo o caminho das pedras: onde procurar casa, onde levar seus filhos pra escola, onde comprar aquele tempero que você ama, onde conseguir um emprego na sua área... Tudo! E se não tiver lá, é só perguntar, que a galera responde rapidão!

Chegando em Goiânia, você, o nosso amigo neo-zelandês, vai poder participar dos eventos que acontecem por aqui (com a frequência de 1x ao mês, porque somos um grupo pequeno, de umas 80 pessoas), conhecer pessoas, receber indicações, fazer networking. Já vi muita coisa maneira acontecendo nos eventos, tipo galera se organizando pra um ensinar português enquanto o outro ensina inglês e tal. E você ainda pode participar de eventos paralelos, relacionados a um determinado grupo da cidade interessado em passeios outdoor ou artes, dentre alguns dos exemplos.

Tamy e eu no evento de St. Patrick's Day! Nos conhecemos no Internations e vou vê-la casar na Bélgica!

E eu, Marla, born and raised aqui em Goiânia. Por que diabos me inscreveria nisso? Bom, pelos mesmos motivos. Pratico meu inglês, estou sempre em contato com gente do mundo todo, networking, gente que indica gente pra fazer tradução, pra fazer freelas, pra tudo! Sábado passado nos reunimos em uma chácara pra comemorar o 4th of July e foi muito divertido! Fiz uma grande amiga no Internations e em agosto vou pra Bélgica vê-la casar S2

E pra não dizer que só meu Internations Goiânia é legal, na minha última temporada em Londres (2014/2015), mudei pra cidade "London" e fui numa pá de eventos por lá, conheci um monte de gente bacana e acabei indo em um bocado de lugares novos, que eu nunca teria ido sem indicação de alguém.

Nosso embaixador em Goiânia, o americano Stephen, sempre nos dá essa etiqueta com o nome, pra facilitar

Mas Marla, fiz meu perfil e descobri que não tem um Internations na minha cidade! E agora, ó, Deus? Calma, calma, não priemos cânico! Basta você sugerir aos colaboradores e dar início a um grupo na sua cidade! Daí você vira embaixador, pode organizar os eventos (é coisa simples, tipo ligar num restaurante/bar pra marcar uma turma grande pra consumir por lá) e fazer história!

Eu adoro o Internations! Fico esperando pra ter um evento novo e reunir o pessoal. Corre lá fazer seu perfil e se precisar de uma mão, cola aqui nos comentários, que é sucesso! E se, por acaso, o que você precisa é apenas de umas dicas viajantes, talvez o meu manual de Viajante mão-de-vaca pode ser o que você estava precisando!

Diário de Bordo Campos do Jordão - Rumo à cidade

Campos do Jordão: feia não é
De São Paulo a Campos do Jordão, o Maps conta 175 km, que deveriam ser feitos em aproximadamente 3 horas de viagem. Como eu já contei por aqui, leve paciência na sacola. A estrada está bem conservada e tal, mas pra subir a serra é um carro de cada lado e muita paisagem bonita pra apreciar enquanto se curte as 4h30 pra chegar a Capivari (bairro mais famosinho de Campos). Um pouco antes de chegar ao congestionamento nível hard, consegui fazer uma paradinha e tirar uma ou duas fotos dessa paisagem linda. Um friozinho gostoso e um céu azul lindão completaram a experiência.

Foto glamurosa #sqn da entrada de Campos do Jordão
]Também já avisei anteriormente pra se hospedar em Campos do Jordão, mesmo que seja mais caro. Olha, por mais que a cidade mais próxima fique a apenas 20km de distância, fazer esse percurso em 1h30 todos os dias não vai ter a menor graça. Por sorte, encontrei um lugar maravilhoso no Airbnb. Sério. Olha essas fotos. Fabíola e sua família me receberam com o maior amor do mundo. A suíte é super confortável e eles oferecem um café da manhã delicioso! Eu não poderia encontrar um lugar melhor pra ficar. Mesmo. Indico de olhos fechados!

Como vocês bem sabem, eu sou rainha de viajar por aí sozinha e desta vez não foi diferente. Papo vai, papo vem, Fabíola me convidou pra encontrá-los no centro de Capivari pra tomarmos um chocolate quente. Fui na frente pra fazer umas fotos do local e fiquei abismada com a quantidade de gente que estava na cidade. Ok que era feriado e tal, mas estava muito cheio. Ligeiramente claustrofóbico, eu diria. Capivari é um lugar fofinho, com uma arquitetura inspirada nas casinhas alemãs, e como é super turístico, qualquer coisa por ali custa os olhos da cara.

Família maravilhosa que me recebeu pelo Airbnb
Depois de encontrar a família toda por lá, fomos dando umas voltas aleatoriamente e encontramos um food truck de coxinhas! Pra completar, logo ao lado, um beer truck, com cervejas artesanais no chopp. Pra que melhor? Preço honesto e tudo delicioso! Cerveja vai, cerveja vem, Marcelo me contou de uma cervejaria local, chamada... Campos do Jordão. Eu até tinha visto uns kits sendo vendidos em Capivari, mas por um preço bem salgadinho. Daí a vantagem de ficar hospedada no Airbnb: Marcelo conhece o dono, sabe onde comprar direto da fonte. E onde é?

Aqui: Paparazzi Cantina Pizzaria. Sim. É isso mesmo! Você entra na pizzaria e diz "oi, queria comprar a cerveja de vocês". Você vai ser levado pra um lugar anexo e comprar tudo a preço de banana! O endereço deles é Av. Dr. Antônio Nicola Padula, 61 - Vila Capivari, Campos do Jordão. Comprei um kit com 6 cervejinhas, entre Avelã, Gengibre e Pinhão por R$ 78,00. Pois é! Eles fazem cerveja de pinhão!!!! Pra ver todas as cervejas que eles produzem, é só conferir o site da Cerveja Campos do Jordão. E se acaso você precisar muito experimentar essa maravilha e não achar na sua cidade, é só mandar um email que a parada chega pra você pelos Correios!

Cerveja de Pinhão da Campos do Jordão
Por falar em cerveja, Campos do Jordão é conhecida pela Cervejaria Baden Baden, cujas brejas são vendidas em todo canto da cidade. A preços ridículos, obviamente. "Marcelo, cadê o lugar de comprar Baden Baden bem baratinha?". Claro que tem, amigos. Sabe onde? Pão de Açúcar. Pasmem, eles vivem fazendo promoção e eu paguei menos de 14 reais nos rótulos que comprei por lá. O mercado fica na avenida principal (Avenida Dr. Januário Miraglia, 1772) e tem fácil acesso e estacionamento (coisa que vale ouro nessa cidade). Antes de sair, pedi no balcão de atendimento um pouco de plástico-bolha pra embalar minhas garrafinhas na mala. Foi tranquilão, chegou tudo intacto!

Pra estacionar também não precisa de loucura (sim, o povo dá uma surtada por ali pra estacionar em Capivari), basta procurar as ruas paralelas e vocês vão achar uma pá de lugar pra parar seus carros. Larguem de ser manés e ficar pagando 50 reais a hora. Ou então fiquem hospedados com a Fabíola e vocês nem vão precisar de carro pra ir a Capivari: 15 minutinhos à pé e voilà! (já dá uma queimada no chocolate quente!).

Para ler mais sobre Campos do Jordão:
- O que não fazer em Campos do Jordão
- Diário de Bordo Campos do Jordão - Chegada a São Paulo
- Diário de Bordo Campos do Jordão -  Rumo à cidade
- Diário de Bordo Campos do Jordão - Amantikir e Museu Felícia Leirner
- Diário de Bordo Campos do Jordão -  Horto Florestal

01 julho 2016

Diário de Bordo Campos do Jordão - Chegada a São Paulo

Xantipa, a gata mais linda do universo, fingindo que não me ama muito
Meu voo Goiânia - Guarulhos foi tranquilo. Com minha reserva em mãos, fui atrás do balcão da Avis. No terminal em que desci não havia niniguém pra me atender e uma alma caridosa da empresa ao lado me avisou que o atendimento só rolava no outro lado do terminal. Dá-lhe pegar shuttle porque minhas viagens sempre começam com emoção, não é mesmo?

Fiz a reserva do carro pelo site Aluguel de Carro, que é basicamente a melhor dica que posso dar pra vocês aqui em relação a preços (sério, ficou R$ 259 por 4 diárias - muito barato). A segunda melhor dica é imprimir seu contrato e levar com você por razões de: deu um mega problemão. Nesse preço que te contei aí em cima está incluído o aluguel e o seguro obrigatório do carro. Os opcionais ficam por sua conta. Mas a Avis quis me cobrar mais de 500 reais no balcão.

Could've been better. For sure.
Ficamos num disse-não-disse interminável com as atendentes dizendo que o seguro não estava incluso e eu mostrando o papel da reserva que dizia claramente que o seguro estava incluso, sim. Pra resumir, ficamos mais de 2 horas nessa brincadeira, até que a gerente X resolveu "cumprir a oferta". Que fique claro aqui que é um problema do sistema e não das atendentes, que foram umas fofas o tempo todo. No final ainda consegui um upgrade pra um Onix 1.4 (quero pra mim esse carro) com placas que não bateriam com a canseira que é o rodízio da capital paulista.

Com Google Maps em punho (ou mais precisamente: colocado no para-brisa), dirigi pra casa da minha amiga, no Paraíso (quase uma horinha de trânsito). Olha, eu estava bem apreensiva pra dirigir pela primeira vez em SP, mas na real, achei de boa. Em alguns momentos achei as pistas muito estreitas, mas como a maioria do percurso tem velocidade máxima controlada em torno de 60km, você acaba se sentindo mais segura. Ou: menos assustada com a barbeiragem do povo.

Delicinhas: Cider Magners e Tyrrell's cider vinegar
Fomos almoçar às 18h (!!!) no Outback da Frei Caneca e daí aconteceram coisas gostosas. A primeira foi que Felipe pediu fish & chips e aceitou (e gostou!!) que eu jogasse vinagre nas batatas fritas dele. Era uma coisa que eu não fazia desde que saí de Londres e te dizer: sou a favor de gastronomia emocional (quem aí já assistiu Ratatouille?). Não bastasse essa maravilha, bem em frente ao Outback tinha uma loja especializada em bebidas chamada Empório Frei Caneca.  E o que tinha lá? Cider! Comprei todo o estoque. Sério. Trouxeram do estoque todas as caixas de cider que tinham. E ainda tinha Tyrrell's de cider vinegar. Glória a Deus nas alturas! Sempre bom ir a SP e encontrar as coisas que eu comia em Londres.

09 junho 2016

O que não fazer em Campos do Jordão

Paisagem bem mais ou menos em Amantikir - Campos do Jordão - SP

No feriado de Corpus Christi, resolvi me aventurar numa roadtrip de São Paulo até Campos do Jordão. Nessa brincadeira, acabei aprendendo algumas coisas, especialmente coisas que não se deve fazer em Campos do Jordão.

1. Vá de carro. Eu cogitei ir de ônibus, mas acabei descobrindo que não tem ônibus direto de São Paulo pra Campos do Jordão (só um pinga-pinga que leva horas). Além disso, qualquer coisa que fique fora de Capivari é longe pra ir a pé. Cito: Palácio Boa Vista, Museu Felícia Leiner, Amantikir, Horto Florestal... Pra ser honesta, nem vi ônibus urbano em Campos do Jordão e acredito que a frequência com que passam não seja nem perto do ideal. Táxis cobraram das meninas que estavam hospedadas no mesmo lugar que eu uma pequena fortuna de 70 reais por um percurso de 7 minutos. Que fique bem claro: TENHA UM CARRO A SUA DISPOSIÇÃO.

2. Hospede-se em Campos do Jordão. É mais caro? Sim. Mas vai te poupar tempo e dor de cabeça. Eu tinha reservado um hotel em Santo Antônio do Pinhal, a cerca de 20km de Campos do Jordão. Pareceu-me boa ideia - até eu chegar a Campos do Jordão. O percurso é mesmo curto, mas é feito num tempo ridículo: 1h30-2h. Tudo por causa do trânsito. Pra subir a serra, a pista é única e até que todos os carros de SP conseguem se enfiar na pequena Campos do Jordão... ah, haja paciência, viu? Agora imagine pegar a estrada pra ir e vir todos os dias, quando você deveria estar tomando chocolate quente em Capivari? Não dá.

Vai ter engarrafamento. Ah, se vai!

3. Vá com bala na agulha. Campos do Jordão é cidade turística feita para os milionários que moram em São Paulo. Ou seja: se você já acha os preços paulistanos um absurdo, prepare-se para se surpreender, especialmente durante o festival de inverno, no mês de julho. Minha dica é explorar as opções no centro comercial da cidade e deixar o famoso bairro Capivari só pra tomar um chocolate quente ou uma cerveja artesanal tirada no chopp em um esquema "food-truck".

4. Leve paciência. Aparentemente Campos do Jordão fica cheia em qualquer fim de semana - especialmente os prolongados. Então vai demorar pra chegar, vai demorar pra ser atendido, vai demorar pra sair do lugar. Nada mais irritante que aquele nervosinho que que passar na frente na fila de pagar ou que ultrapassa pelo acostamento. VAI DEMORAR. Lide com isso.

Prepare-se pra odisseia do tira-e-põe-casaquinho

5. Carregue aquele casaquinho. Às 13h o termômetro da Praça do Capivari aponta 20 graus e você pensa "hummm delícia de tempo". Daí, de repente o tempo fecha, o vento passa cortando e menos de uma hora depois a temperatura já despencou pra 12 graus. É assim louco mesmo. Então o que eu fiz foi andar com blusa fina (de tricô, por exemplo), uma echarpe e uma jaqueta. De acordo com a temperatura eu ia tirando ou colocando roupa. E não se empolgue com o sol. As temperaturas ficam muito diferentes se você está sob ele ou na sombra. Então passeios no parque, por exemplo, podem ser uma grande odisseia do tira-e-põe-casaquinho.

No resto, aproveite a visita e se joga. A cidade é deliciosa, cheia de passeios incríveis e vale todo o perrengue pra ir e vir.

Para ler mais sobre Campos do Jordão:
- Diário de Bordo Campos do Jordão - Chegada a São Paulo
- Diário de Bordo Campos do Jordão -  Rumo à cidade
- Diário de Bordo Campos do Jordão - Amantikir e Museu Felícia Leirner
- Diário de Bordo Campos do Jordão -  Horto Florestal
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