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15 outubro 2013

Malhação pra mim é novelinha da Globo


"A malhação faz bem ao coração e o corpo fica igual a um violão" TCHAN, É o.

Minha percepção: mentira. Odeio academia. E por que odeio academia? Porque sou gorda e preguiçosa, oras. O quê? Você não acha que minhas razões suficientes? Ok, vamos lá.

Olha só, existem academias em que você paga 30 ou 300 reais por mês. Mas veja bem, você acha mesmo que eu gastaria 300 reais numa coisa que eu simplesmente odeio? Não. Então eu pago 70. Isso quer dizer que numa comparação que não existe, a que eu vou é a metade da metade do que uma de 300 reais oferece. Seguiu o raciocínio? 300/2= 150. 150/2= 75. Também conhecido como metade da metade.

Primeira tentativa: ir pela manhã. Quer dizer, ir de madrugada, porque 6 horas da madrugada, meus amigos, ainda tá de noite no horário de verão. Quem vai pra academia nessa hora em que o galo canta? A terceira idade. Cara, a terceira idade me arrebenta no meio. Altas vovós saradas. Altos vovôs da maromba. Juro. É muita humilhação. Dei conta de continuar? Não. Muita humilhação num horário muito cedo.

Segunda tentativa: ir à noite. F-R-E-A-K-S-H-O-W. Sei nem por onde começar. Vou listar.

PATRICINHAS. Meninas ultra novinhas. Que tomam banho e passam perfume pra ir malhar. Que fazem escova no cabelo e malham de cabelo solto. Que usam um macacão estampado diferente todos os dias (quantos será que elas têm?). Que passam a malhação inteira usando o whatsapp. Que colocam o celular num banquinho pra poder subir na balança (eu amo muito essa parte).

SARADOS. Da cintura pra cima. Porque você pode ser lindo tendo uns cambitos. Desde que você compense no peitoral. Quédizê, acho que o raciocínio deve ser esse. Mas ó: funciona pra mim não. Ah, são eles que passam 80% do tempo na academia se admirando no espelho.

MOLEQUES. Meninos ultra novinhos que nem criaram cabelo no saco, são magros Fiuk style e usam roupa restart pra malhar. Tentam puxar 15kg mas chamam a atenção da academia toda por causa da barulheira ao deixar os pesos caírem de uma vez. Vulgo frangotes fracotes.

INSTRUTORES. Nonsense. Falam pra todas as meninas que elas são "a mais gata da parada". Falam pra todos os meninos "cês tão puxando pouco ferro". Falam pras gordinhos preguiçosos que eles tão fazendo fisioterapia. Falam pra todas as vovós marombas que elas tão arrasando.

GORDINHOS. Tem os preguiçosos (me incluo aí), que ficam reclamando de dor com qualquer 10kg nos aparelhos. E tem os desesperados, que correm 40 minutos na esteira como se a vida deles dependesse disso. Juro que às vezes fico com medo de algum deles ter uma parada cardíaca no meio do exercício.

ATESTADO MÉDICO. Nunca me pediram. Se você é cardíaco, diabético, hipertenso ou está prestes a morrer, foda-se. Tem um instrutor pra academia inteira. Você acha que ele vai lembrar quais são os seus problemas antes de te passar os exercícios?

MONSTROS. Olha, nada contra quem gosta de halterofilismo. Eu gosto de comer, quem sou eu pra julgar? Mas sabe, eu, PESSOALMENTE, na minha visão, de acordo com a minha opinião e o meu jeito de pensar (fui clara?), acho os bombados muito esquisitos. Acho inclusive que eles parecem uns cavalos. E eu gosto do Pé-de-pano do Pica-Pau, então avaliem... Tem um único cara na academia que é estranho assim. Mas cara, ele não é todo bombado. Ele é um cara normal do pescoço pra cima e da cintura pra baixo. Magro, cabeçudo, que usa sempre boné. Porém, no entanto, contudo, todavia, ele tem um ombro e uns braços que parecem sofrer de elefantíase. Gente, é esquisito. Eu acho que ele parece o Super Mouse versão anabolizante. Bizarro.

Mas Marla, se você não gosta, por que não fica em casa sendo linda e assistindo seriados? Porque meu médico mandou eu fazer uma série de exames que informaram que meu colesterol está altíssimo, meu triglicérides está 3x acima do nível máximo permitido e meu índice de massa magra (vulgo músculos) beira o zero. Resumindo: estou morrendo. E, gente. Eu só fui a Londres uma única vez. Não posso morrer antes de pisar lá de novo. Sorry. Academia, aí vou eu.

11 outubro 2013

Dia das Crianças tem post fofura

Tava eu, toda linda e bela, ouvindo umas musiquinhas na playlist do Youtube - PAUSE

[[Gente, vocês sabiam que se digitar www.youtube.com/disco e, em seguida, digitar o nome de um artista, o próprio youtube faz uma playlist com 100 músicas do dito cujo? Eu acho super legal.]] - PLAY

quando ao trocar de uma pra outra começou mais um lixo uma propaganda. Xingando, cliquei na aba pra poder pular o anúncio e parei. Era do Itaú. Mais uma do Itaú. Mas era boa, gente. Era tão boa que só hoje eu já assisti umas 7 vezes. São crianças contando uma história e eu morro de ouvi-las com os trejeitos que só crianças FOFAS sabem usar.

Marla, posta logo o vídeo, caramba.
Pronto, tá aí.



Vocês também amaram? Se apaixonaram? Pra mim, a menina com chapéu de fada é impagável. A parte que eu mais amo é ela dizendo "Tinha uma floresta. E na floresta tinha uma cidade. Não. Tinha um monte de fadas". MUITO amor. S2



Adendo #1: Hoje teve festa do Dia das Crianças aqui na repartição [adoro falar repartição. Me sinto como Lineu Silva] e eu me acabei de comer algodão doce. Tem nada que me faça tão feliz na vida quanto um algodão doce caprichado. E eu comi quatro. Ou cinco, quem é que conta essas coisas? E corri e pulei e assisti ao teatrinho e me acabei de rir com as criancinhas.

Adendo #2: Adoro crianças. Mas só as DOS OUTROS.

10 outubro 2013

Homenagem ao tube


Vocês estão preparados para lerem muitos posts sobre Londres, minha gente? Poupei vocês por todo o tempo em que estive na terra da Rainha (alguém ainda fala assim?) por motivos de: tava corrido. Entre postar no blog as aventuras diárias ou curtir cada uma delas salvando com back-up na memória, escolhi a segunda opção. Acontece que agora já se vão quase 4 meses desde a minha volta (putz, parece que voltei anteontem!) e a saudade tá pra lá de insuportável. Enquanto Londres - O Retorno não se dá como concluído, vou procurando umas coisinhas pra me divertir.

Não me lembro aonde li (e vocês vão ter que acreditar em mim), mas o metrô de Londres é o maior e mais antigo de todo o mundo. Pra não dizer que ele é o mais TUDO do mundo, ele perde no quesito mais movimentado do mundo para os metrôs de Moscou e Paris. Tem 13 linhas, 270 estações e um site que facilita a vida de quem mora ou está passando por Londres. É o Transport for London, ou simplesmente TFL.

Muito blá-blá-blá pra quem só quer postar um vídeo. Que vídeo? O de um cara que cita o nome de todas as estações numa cançãozinha. O legal é ver como ele fez o vídeo. Porque tosqueira é o que nos faz feliz, néam? Então lá vai:



Por um acaso, achei outra coisa e resolvi anexar nesse post. Tem a ver com o tube, Marla? Não, mas já disse: o blog é meu, posto o que eu quiser, quando eu quiser, na ordem em que meu cérebro ordenar. (Ui, que #revolta. Coloquei a hashtag aqui porque lembrei do vídeo do Justin Timberlake mostrando o quanto a gente fica tosco falando em hashtags... Cadê? Aqui.) Vocês precisam entender que meu cérebro linka muitas coisas aleatórias no meio da conversa. Tem que me amar assim. S2
Marla, e o outro link. Cadê?
Aaaaaahhhhhhh, já vai!

É um post do Buzzfeed (o site que causa toda a minha IMprodutividade diária no trabalho. Alô, chefas, brincadeirinha #sqn) que zoa toda a polidez dos britânicos. Eu bato o martelo pra dizer que é tudo verdade e que eu rio muito com essas bobagens. E que eu sou tão britânica - cof, cof, cof - que já fiz o nº 18. Que é:



Pra ver o restante da lista, é só clicar aqui: http://www.buzzfeed.com/expresident/british-people-problems

01 outubro 2013

Depressão pós-Europa (de novo)


Daí que inventei que estou com depressão pós-Europa. Porque como já passei por isso uma vez achei que estava no direito de entender do assunto e me diagnosticar com o problema novamente. Só que dessa vez achei que era tão grave que precisava de psicólogo.

O problema é que eu falo, falo, falo e a psicóloga fica me olhando com uma cara de "Patricinha filha-da-puta reclamando que quer morar em Londres pra sempre - BORING". E pensei: "Foda-se, não vou mais". Mas aí repensei: "Foda-se, a Unimed autorizou minhas consultas e antes usar a psicóloga de psicóloga do que usar as tias da copa de psicólogas, como faz uma velha louca que vem todos os dias no meu trabalho chorar as pitangas". E aí pensei mais: "Vou reclamar no meu blog também, porque afinal é meu e eu posso falar todas as merdas que quiser sem ter que ver o olhar de julgamento das pessoas". E eis-me aqui.

E como hoje acordei com a chuva tamborilando na janela, sonhei que ainda estava em Londres e levantei da cama mais bem humorada que papagaio em dia de festa. Só que cheguei ao trabalho e lembrei que odeio tudo isso e que quero voltar pra Londres pra ontem, porém tenho que esperar, fazer a phynna, sobreviver à depressão e conseguir uma bolsa de estudos pra fazer meu mestrado. Como tudo isso tava muito difícil prum dia só, resolvi apenas fazer uma lista das coisas que mais sinto falta em Londres. Lista tem que ter um número definido pra ser importante, né? Tipo "As 10 coisas que mais sinto falta em Londres". Mas foda-se, o blog é meu e eu coloco quantos itens eu quiser nesse momento.

1. Usar o metrô. (Deixando claro que nunca peguei o metrô realmente lotado, quase sempre estava sentada, o trem nunca atrasou e ninguém nunca pulou na frente do trem que eu estava esperando - 50 pessoas por ano resolvem se suicidar de um jeito que foda a ida do londrino pra casa)

2. Tomar um chocolate quente com menta do Costa. (É o melhor porque a embalagem deles não deixa a gente queimar a mão)

3. Beber de graça no O'neill's Pub da Leicester Square. (Pois quando se está num pub cheio de estrangeiros em Londres vc só precisa abrir um sorriso pra ganhar uma pear cider geladinha)

4. Não me preocupar em estar bêbada demais pra dirigir. (Pois foda-se o quanto você vai beber se tem transporte público pra te levar pra casa a qualquer hora do dia ou da noite)

5. Ver o quanto a cidade fica linda sob a luz do sol.

6. Pagar paixãozinha a cada 5 minutos no metrô.

7. Fazer amigos do mundo inteiro só abrindo um sorriso.

8. Não ter que me preocupar com o tamanho da roupa e/ou com a quantidade de bebida por estar aumentando as chances de ser estuprada na rua.

9. Me sentir segura andando sozinha em ruas ermas às 10h, às 20h ou às 3 da manhã.

10. Ficar feliz em notar que ninguém dá a mínima se você é do Brasil, da Argélia, do Butão ou do raio-que-o-parta. Nacionalidade em Londres não passa de um dado no passaporte.

11. Poder visitar 200 vezes o Natural History Museum e sempre ter uma coisa que eu não vi da última vez.

12. Tomar um Häagen Dasz sentada na Leicester Square vendo as pessoas passarem.

13. Achar refeição boa, gostosa e saudável por £5.

14. Andar pela City of London usando os mapinhas no meio da rua. (E checando a cada quadra se eu estou no rumo certo)

15. Dar informações pra turistas no metrô e na rua e me achar londrina de natureza.

16. Conversar com a minha hostess sobre os mais variados assuntos do mundo e sobre a Era Tudor com a mãe dela, que por acaso é historiadora.

15 maio 2013

A segunda guerra está entre nós

Toda sexta-feira a escola organiza Pub Crawls no centro de Londres pra socializar a galera. São três bares pré-selecionados e com horários pré-definidos. Cheguei no primeiro às 19:30, como estava programado e, claro, não tinha ninguém. Pensei "ok, vou ficando, uma hora aparece alguém". Uma hora depois, quando deveríamos estar no segundo pub, ninguém apareceu também. Incrivelmemte eu estava paciente, sem estressar. Até que...

Até que chegou uma japonesa/chinesa/coreana (não sei distinguir, desculpem e lidem com isso) com um papelzinho da escola e eu pensei "ueba!". Puxei conversa, falei que era da mesma escola e que estava esperando alguém chegar e blá blá blá. Tudo que ela disse foi "tô esperando uma amiga chegar". Foi prum canto da parede e ficou lá ouvindo sabe-se lá o quê naquela porra de fone de ouvido.

Foi nessa hora que eu apelei e fui embora. Porque, né? Paciência tem limites. Gente, se vc vai prum pub crawl, espera-se que vc esteja disposto a fazer novos amigos. Se vc já tem um amigo, vá pra outro pub pra encontrá-lo, né? Foi só na segunda-feira que descobri que:
1. Ninguém vai no primeiro pub
2. O segundo pub é gay
3. Vc só deve chegar na última hora pro último pub.

Resumindo: não vou mais nessa porra.

Outra coisa, e aí espero contar com a ajuda do meu nobre amigo historiador Rainer Sousa. Todo mundo odeia todo mundo! Sabe a II Guerra Mundial? Então, ela não acabou na Europa, so sorry. Vamos ver se eu consigo lembrar de tudo:

Suíços germânicos odeiam suíços franceses
Suíços franceses odeiam suíços germânicos
Finlandeses odeiam suecos
Suíços odeiam franceses
Espanhóis odeiam espanhóis
Franceses odeiam franceses

E certamente estou esquecendo de mais nacionalidades odiando umas às outras. Gente, isso não é como brasileiros e argentinos. Na minha sala tem uma finlandesa de origem sueca. Daí o professor perguntou pra outra finlandesa o que ela achava disso e ela disse que preferia se manter calada. Num era piada, ela tava falando sério. Ficou climão na sala.

Mais tarde fui almoçar com a suíça francesa-italiana e ao nosso lado tinha um francês. Puxei papo e ele foi super de boa e tal. A suíça ignorou o coitado até a morte. Depois quando a gente saiu da sala ela comentou "mas que merda esse francês sempre tentando ser amigo na hora do almoço".

Hoje fui eu de novo. Comprei o almoço e sentei numa mesa que tinham: suíças, japoneses, finlandeses, colombianos e franceses. Os franceses estavam comendo comida japonesa. Puxei conversa "ô, japonês, vcs comem isso aí no Japão?". Ele respondeu que não, os franceses riram e a conversa morreu. Ele continuou falando cmg, mas não com os franceses. Os finlandeses falavam comigo, as suíças falavam comigo, os colombianos tb. Todo mundo falava comigo, mas eles não se falavam entre si. I mean NEVER!

Gente, isso é insusportável, parece que o Brasil é o país conciliador, mas ninguém me ajuda muito, sabe? Amiguinho Rainer, vc é capaz de nos explicar o que aconteceu na história que fez esse povo se odiar tanto?

24 abril 2013

Os maiores mistérios da humanidade - na minha cabeça

http://oglobo.globo.com/in/2802037-f46-f6b/FT500A/Passageiros-que-iriam-embarcar-no-voo-da-Delta-fazem-fila-para-pegar-taxi-no-aeroporto-Tom-JobimFoto-Andre-Teixeira.jpg

Viajar tem sido minha única diversão na vida desde que saí do jornal. No entanto, cada viagem é um exercício e tanto de compreensão. É que há coisas que acontecem no aeroporto, coisas essas que jamais entenderei. O cérebro humano é um mundo de mistérios.

Primeiro de tudo. Chegar ao aeroporto. De Goiânia, no caso. Você não conhece o Santa Genoveva? Então deixa eu te contar: ele é minúsculo. E a plataforma de embarque é a 100 metros da plataforma de desembarque. Entre elas, um mundo véio de táxis esperando passageiros. Resumindo: se alguém foi lá te deixar e você precisa que parem mesmo o carro pra você pegar sua mala, então, amigo, boa sorte. Seu carona vai ter que encostar numa faixa proibida, parar em fila dupla, enfim.

"Mas e as plataformas?", você me pergunta. "A gente não pode parar pra embarcar ou desembarcar passageiros?". Pode, eu te respondo. Mas os goianos gostam de ESTACIONAR lá. Tomam lanche, esperam o voo chegar de São Paulo, essas coisas.

Vamos dizer que você já passou por isso. E vamos supor também que você fez seu check-in em casa. Daí o que aconteceu? Você foi pra fila de despachar bagagens. Vamos supor que a fila esteja grande, mas que a fila preferencial para idosos, gestantes e deficientes físicos esteja vazia. Isso. Sem velhinhos, sem barrigudas, sem malacabados. O que você faz? Pula pra fila de lá. Daí chega o funcionárião da companhia aérea e diz "ô, minha senhoura, você não pode entrar nessa fila". Uai, não pode não? Tem alguém na fila que eu não esteja vendo? "Não, mas essa fila é preferencial". Meu senhor, eu poderia passar horas aqui explicando a diferença entre PREFERENCIAL e EXCLUSIVO, mas eu vou evitar a fadiga, entrar nessa fila, despachar minha bagagem e ir embora. Bêj.


Uma vez na sala de embarque, novo desafio. Entender por que as pessoas fazem FILA para entrar num avião que tem poltronas previamente RESERVADAS. Alguém me explica a pressa? Alguém me explica a fila quilométrica? Por que elas não podem ir se levantando aos poucos e entrando? Por que TODO MUNDO precisa entrar no avião ao mesmo tempo?

Eu sou sempre a última a entrar. Fico lá, do lado da entrada, mas sentadinha, esperando o último da fila embarcar. Daí levanto e entro. Adivinha? Ninguém tomou meu lugar. É mágica? Não, é tecnologia. Cerebral.

Quando o avião pousa, um novo mistério. O capitão diz pra gente esperar sentado até a abertura das portas. Nêgo faz o quê? Nêgo faz fila pra descer do avião. Aí ele desce e faz o quê? Fica esperando dentro do ônibus do lado de fora, que vai esperar todo mundo descer pra poder levar a boiada inteira pra área de desembarque. Freud, explica isso pra mim.

Agora esse próximo, sim, é o mistério mais misterioso de todos os mistérios da humanidade na minha cabeça: Por que nêgo atocha na esteira de bagagens? É tipo "salve-se quem puder, não vou deixar ninguém pegar mala ié-ié". Desculpem, mas na minha cabeça é CLARO COMO O DIA que você deveria ficar afastado, observar a esteira e só se aproximar dela quando avistasse sua bagagem. Com esse maravilhoso espaço ao seu lado, você poderia pegar a mala sem machucar ninguém e ir embora como qualquer pessoa civilizada do século XXI.

Da última vez que voltei de SP, o povo fez um cordão de isolamento tão grande, mas tão grande, que quando avistei minha mala, quase não consegui um espacinho pra pegar a danada. Gritei um "DÁ LICENÇA!!" e a véia do meu lado respondeu "nossa, essa é a pessoa educada mais mal educada que eu já vi". Pensei em responder e pensei em ir embora. Daí lembrei que ainda teria a briga por conseguir entrar em um carro na plataforma de desembarque e desisti de dar resposta.

Olha, classe média SOFRE. Se você tem resposta para qualquer um dos mistérios da humanidade da minha cabeça, favor adicionar um comentário neste post e solucionar o caso. Grata, Marla.

26 fevereiro 2013

Das coisas imbecis que ouço de estrangeiros

Em breve, viajo para Londres para estudar inglês direto na fonte. Como terei poucas semanas para desfrutar dessa maravilha, resolvi puxar nos meus estudos pra poder chegar lá com um nível um pouco mais avançado. Dentre as opções que encontrei, uma delas é um site que promove o intercâmbio cultural entre estrangeiros. Senta que lá vem história...

Funciona assim: você cria um perfil contendo seu nome, o país de onde você é, a sua língua nativa e a língua que você está praticando. Simples, prático, rápido e eficiente. A partir desses dados, o sistema cruza a busca e te sugere pessoas que falam a língua que você está praticando (e vice-versa).



O que vocês precisam saber antes de tudo é: gente estrangeira acha que no Brasil se fala espanhol. Pois é. O sistema te sugere gente, cruza dados, mas ainda assim tem uns infelizes que insistem em dar um search em Brasil+spanish. Vai entender... Somando assim, por alto... eu contei ao menos umas 17 pessoas que me mandaram um texto de apresentação em espanhol e "puxa, que legal, você é brasileira, sonho em ir pra buenos aires e estou louco pra aprender espanhol, posso te ajudar com seu inglês blá blá blá".

Gente. Juro por Deus. Não dá pra entender o porquê. No meu perfil está MUITO claro, língua nativa: PORTUGUÊS. Mas aí acho que vale a pena ressaltar que todas essas pessoas moram nos Estados Unidos (porque é claro que fui lá dar uma olhadinha no perfil e ver o que ESSA PESSOA TEM DE ERRADO ~na mente~). E, bem... vocês sabem... americanos não são muito bons em geografia, né?



Pois bem. Pra não dizer que eu estou sendo preconceituosa com a terra do Tio Sam, a maior mancada veio mesmo de um cara que mora na Inglaterra. E acho até que a rainha em pessoa deveria saber disso e dar ~aquela verificada~ no ensino inglês, porque olha......... O ilustríssimo rapaz mandou um email solicitando contato. Até então, tudo ok. Curiosa que sou, perguntei: que legal, quer aprender português, beleza, por que a língua te interessa? Resposta: é porque eu gosto muito da cultura ISRAELITA. Ma oeeeeee??? Pois é. Tive nem como responder esse senhor. Ficou por isso mesmo.

Lá pelas tantas, parei de ficar perguntando por que esse povo queria aprender português, pois estava ficando sem opções pra treinar o inglês. Eu e minha velha mania de filtrar demais. Chegou a um ponto em que o cara falava: quero aprender português e eu PAM!, adicionava no skype. Mas que roubada! Porque é claro que eu acabei adicionando uns tios que queriam marcar um ~encontro~ comigo, já que eu estava de malas prontas pra Londres e tal. Vocês, moçoilas que já viajaram sozinha pra fora, SABEM que brasileira fora do Brasil é sempre vista como prostituta, né? Não importa sua roupa, suas intenções ou sem dinheiro. Brasileira fora do Brasil está sempre fazendo programa. Afff



Mas ó, apesar de tudo, recomendo o sistema. Minha dica é: filtrem mais, filtrem muito, filtrem pra caralho. Porque mesmo eu, que sou muito chata, acabei adicionando sem fazer muitas perguntas e deu no que deu. Fato é que muito pouca gente quer realmente aprender português, então as opções são realmente escassas. Atualmente converso 7 pessoas, espalhadas entre Canadá, EUA, Inglaterra e... Brasil. hehehe é que tem um indiano que está trabalhando aqui [Inclusive minha primeira pergunta foi pra saber se ele dançava igual aos artistas de Bollywood. Gosto de saber o ~caráter~ das pessoas]. Tem sido uma boa maneira de ocupar meu tempo enquanto minha tão sonhada viagem não chega. E garanto... rende boas histórias!

Ah! Já ia me esquecendo do site: http://www.mylanguageexchange.com/

02 janeiro 2013

Chuuuuuupa, goianada!

Waterfall dá aquela beijoquinha marota no pezinho de Louboutin da Andressa

Em 17 de abril do ano passado estava eu aqui reclamando do tanto que já não aguentava mais ouvir/falar de Cachoeira. Parece que ele leu meu post e resolveu me sacanear o resto do ano.

Depois de ser preso e solto duzentas vezes (sério, perdi a conta), eis que volta triunfante e casa com a dona mulher de bicheiro ("Sou mulher de bicheiro sim, e daí?" - diria dona Andressa Mendonça por telefone ao senhor seu marido preso/solto a cada semana). Rolou até beijinho no pé e esta é a imagem que fecha o ano de 2012.

Pra todos nós que resolvemos trabalhar honestamente nessa vida, deu vontade de largar aquela frase: Aôôôôô, Goiás!! Nem pra frente nem pra trás!!!

18 abril 2012

O looping eterno do caso Cachoeira

Demóstenes e Cachoeira: best friends

Nota importante da autora: Se você não faz ideia do que seja o caso Cachoeira, nem deveria estar com esse blog aberto.

Duas considerações jornalísticas sobre o caso.

1º: Jornalista ama a tal da suíte, que no jargão nosso de cada dia dentro da redação quer dizer a sequência de informações publicadas sobre um determinado assunto. Eu não sou a maior fã do esquema. Na verdade, todo assunto que começa a ficar enfadonho demais eu chamo de "a nova cadeirinha". Lembra quando a cadeirinha para crianças e bebês passou a ser obrigatória em carros? Pois é, aquilo ficou num looping eterno, fazendo com que eu tivesse de contar até 100 por alguns dias. Chaaaaato.

Pra mim, é exatamente o que está acontecendo agora com o caso Cachoeira. Looping eterno. Saí de férias, voltei e o assunto continua firmão nas pautas. Entendo que todo dia surge uma coisa nova, um diálogo novo é divulgado, etc. Mas que é chato, ô, isso é. Jornalistões vão me condenar e eu vou rir.

Benedito, condenado por ser irmão do Demo
2º: Como o povo gosta de um malfeito. Tá loko! Primeira coisa que nêgo me pergunta no Ministério Público quando sabe que eu sou jornalista: "Mas e aí, quando é que vocês vão publicar alguma coisa sobre o fato do procurador-geral de Justiça ser irmão do Demóstenes?". Porra, que que uma coisa tem a ver com outra? Na época em que me perguntaram, nada. Agora, está sendo investigada a influência de um sobre o outro. O povo gosta mesmo é de ver o negócio feder.

Como jornalista, a primeira coisa que eu tenho é CAUTELA. Uma vez publicado, amigo, já era. Ninguém vai sair com uma borracha na mão, borrando a informação errada depois. O dano está feito. E que mal o cara fez em nascer da mesma mãe que o outro infeliz? As coisas vão surgindo naturalmente, ao longo das investigações. Não é preciso ficar "cavucando" pra achar o podre do povo. Mas o tal do povo adora ver o circo pegar fogo. E depois reclama que jornal só tem notícia ruim. Se fossem boas venderiam jornal?

09 abril 2012

É que Nayara faz falta demais


Depois de muitos anos, passei pelo aeroporto de Guarulhos na última semana. Entrei naquele mesmo portão de embarque internacional que tanto aparece em Chegadas e Partidas (veja aqui) e me contorci de dor de não ter Nayara ao meu lado.

Desde que comecei a fazer o planejamento para a viagem de Buenos Aires senti mais saudades de Naná. Dos tempos em que sentávamos nos bancos da Facomb - ou no chão mesmo - pensando o que mais gostaríamos de fazer em Coimbra. Ou, quando já em Coimbra, virávamos os mapas e contas bancárias do avesso para fazer os mais variados passeios dentro de Portugal. Não deu certo, mas planejar foi tão delicioso...

Ela, mais do que qualquer outra coisa, me fez MUITA falta nessa viagem. Senti falta do jeito como ela fala "Faz pose aí nessa estátua" ou "Faz outra cara, que ta igual em todas as fotos" ou "Deixa eu ver esse mapa direito" ou "Esse metrô não ta indo pro lugar que a gente quer..." ou "Corre, se não vamos perder o programa tal, que é só até tal hora".


Saudades de dividir minha vida com essa Naná que, apesar da distância, está tão presente em cada pedacinho da minha história. Saudades de visitar ela e o marido (gente, como é estranho dizer isso!) no Rio e falir de tanto tomar yogoberry. Ou de morrer pulando o carnaval em Laranjeiras ou de correr pro hospital quando ela quebra o mesmo pé pela 32984ª vez ou de ver a barriga doer de tanto rir depois de algumas taças de vinho acompanhadas pela taça de coca-cola do Pedro ou de jogar Nintendo Wii até o corpo não aguentar mais.




Das aulas de francês emendadas com as aulas de inglês ou das fugidinhas para o cinema e das broncas por dormir tarde demais (acho que essa fica com o Pedro) ou da comidinha delícia no prato porque estou comendo tudo errado (macarrão com sardinha não pode, já dizia a tia Val) e até de ela brigando porque estou batendo as gavetas que ficam contra a parede do quarto dela.

Que saudades de Nayara.
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